Entre o sussurro das epopeias antigas e o sopro das montanhas andinas, a música de Priscilla Novaes nasce como quem reencontra histórias esquecidas. Cada canção é um fio que costura o passado ao presente — entre mitos, jornadas e a poesia que atravessa séculos. Mais do que composições, são paisagens sonoras onde o tempo respira devagar. Ecos do norte e do sul, do frio e do deserto, convergem em melodias que falam sobre renascimento, memória e alma.
INFLUÊNCIAS
As maiores influências de Priscilla não vêm apenas da música, mas da palavra antiga. O Kalevala, as Eddas nórdicas e os relatos das histórias da Península Ibérica onde habitam seu imaginário: textos onde o canto e o mito se entrelaçam, e onde a arte é uma forma de lembrança. Musicalmente, caminha entre o folk, o celta e o indie, buscando um equilíbrio entre o acústico e o etéreo.
Suas raízes se estendem pelas terras ibéricas, com laços familiares vindos de Portugal — especialmente da região de Trás-os-Montes — e da Espanha. Essa herança desperta uma escuta voltada à memória, ao canto antigo e às tradições onde música e palavra caminham juntas. Instrumentos como o bandolim, o tin whistle, a gaita de foles e o kantele dão voz ao universo celta e histórico.
RAÍZES E CRIAÇÃO
As composições de Priscilla nascem de viagens interiores e de um mergulho profundo nas antigas narrativas humanas — histórias que atravessam séculos, contadas nas fogueiras, nas montanhas, nas margens do mar. São canções que brotam do silêncio e da escuta: das lendas que falam de coragem, dos caminhos percorridos por aqueles que buscaram beleza em tempos de escuridão, e dos gestos simples de quem resistiu com arte, palavra e fé.
“Trago à tona canções que falam sobre resiliência, tradição e esperança”- Priscilla Novaes
